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A China suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de uma unidade frigorífica localizada em Várzea Grande, após identificar a presença de uma substância proibida em um carregamento brasileiro — medida que acende alerta no principal mercado internacional da carne nacional. A informação é do Valor Econômico.
A decisão foi tomada pela Administração Geral de Aduanas da China, que detectou resíduos de acetato de medroxiprogesterona — um medicamento veterinário não autorizado no país asiático — em um lote de carne congelada sem osso.
O produto foi exportado por uma unidade com registro da empresa Frigosul, conhecida comercialmente como Sulbeef, que afirma atuar em mais de 50 países.
Diante da irregularidade, as autoridades chinesas rejeitaram a carga e determinaram a suspensão de novas importações da planta de Várzea Grande para embarques realizados desde 13 de abril. Além disso, exigiram que o Brasil abra investigação, identifique as causas do problema e apresente medidas corretivas no prazo de até 45 dias.
Em documento encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, autoridades brasileiras em Pequim alertaram para um “crescimento expressivo” de não conformidades em cargas de carne exportadas ao país asiático, especialmente relacionadas a resíduos de medicamentos veterinários — cenário que pode indicar falhas mais amplas no controle sanitário.
Em nota enviada ao Valor Econômico, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) informou que acompanha o caso junto ao governo federal e destacou que o Brasil possui um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo.
A entidade acrescentou que a carga foi descartada conforme exigência das autoridades chinesas e que o episódio está sendo tratado tecnicamente para evitar impactos maiores. Segundo a Abiec, as demais unidades habilitadas seguem operando normalmente.