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Reflexões sobre Direitos Humanos abrem série de palestras do MPMT

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“Direitos Humanos na América Latina: desafios” foi o tema de abertura da série de palestras virtuais “Grandes Pensadores”, promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), nesta sexta-feira (10). Ministrada pelo jurista e professor argentino Eugenio Raúl Zaffaroni, que foi juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a palestra propôs uma reflexão sobre a eficiência do Sistema Interamericano de Direitos Humanos. 

Eugenio Zaffaroni disse estar honrado em falar sobre o tema a convite do MPMT, destacou o papel fundamental do Ministério Público para a sociedade na garantia dos direitos e fez um panorama sobre a verdadeira origem dos Direitos Humanos e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. O professor ponderou que o sistrema americano é importante para fixar jurisprudência internacional, porém fraco, pois não tem eficácia para solução dos casos em razão da demora na tramitação. Defendeu também que o mundo está regredindo em termos de Direitos Humanos e que os Estados mataram muito mais pessoas que os homicidas individuais. 

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Assista a palestra na íntegra aqui

Boas-vindas – Em nome do procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, o coordenador do Ceaf saudou o jurista e agradeceu por ter o convite aceito. “Não tenho dúvida de que hoje é um dia histórico. Tanto pelo tema da palestra, quanto pela presença, ainda que remota, de um dos maiores defensores dos Direitos Humanos no mundo”, afirmou o promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta na abertura do evento. 

A série de palestras virtuais “Grandes Pensadores” conta com apoio do Colégio de Diretores de Escolas e Centros de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional dos Ministérios Públicos do Brasil (CDEMP) e da Escola Nacional do Ministério Público (Enamp).

Fonte: MP MT

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Réu é condenado a 14 anos por tentar matar ex-companheira queimada

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O Tribunal do Júri da comarca de Aripuanã (a 1.002km de Cuiabá) condenou Jhonatan de Lima pelo homicídio tentado de sua ex-companheira, praticado por razões da condição de sexo feminino (feminicídio), motivo fútil, com emprego de fogo, na presença de descendente da vítima. A pena foi fixada em 14 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ao réu foi negado o direito de recorrer em liberdade.

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, a tentativa de feminicídio aconteceu em outubro de 2020, na zona rural de Aripuanã, motivado por ciúme. Jhonatan e Alessandra viveram juntos por 15 anos, tinham seis filhos em comum e estavam separados há cerca de 3 anos. Contudo, estavam morando provisoriamente na mesma residência. “No dia dos fatos, antes da tentativa de feminicídio, o denunciado havia agredido-a, puxando pelos cabelos e jogado no chão, colocando, ainda, uma faca de serra em seu pescoço, forçando-a a conversar com ele, tudo na presença da filha do casal, de apenas sete anos de idade”, narrou a denúncia.

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A mulher conseguiu se desvencilhar das agressões e se trancar no quarto, quando passou a sentir cheiro de gasolina. Ao abrir a porta para ver o que estava acontecendo, foi puxada pelos cabelos e levada para a área externa. Jhonatan jogou gasolina em Alessandra e ateou fogo com um isqueiro, na presença da filha de sete anos. Ela foi socorrida e levada ao hospital municipal (55 km de distância de estrada de terra) em caminhonete particular de um vizinho, ficando internada com queimaduras em diversas partes do corpo por mais de 20 dias. O homem fugiu e foi preso em flagrante na cidade de Brasnorte.

O júri foi realizado no dia 29 de junho (quarta-feira). Atuou na acusação em Plenário o promotor de Justiça Substituto Fernando de Almeida Bosso. Na primeira fase do procedimento, atuou como representante ministerial o promotor de Justiça Aldo Kawamura Almeida. 

Fonte: MP MT

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