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Professor lembra morte em 2008 e afirma que Chapada, Nobres e Jaciara podem ter tragédias iguais a de Capitólio

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Fabiana Mendes – Olhar Direto

No fim de semana, o desmoronamento de um bloco de pedras no lago Furnas, em Capitólio (MG), atingiu uma embarcação, matou 10 pessoas e deixou ao menos 32 feridos. A tragédia fez os mato-grossenses lembrarem de um acidente cachoeira Véu de Noiva, na Chapada dos Guimarães, ocorrido em 21 de abril de 2008, quando Saira Tamires Dutra dos Reis, 17 anos, faleceu vítima de um desmoronamento. Passados 14 anos do acidente que também deixou seis pessoas feridas, o acesso para banho na cachoeira de 86 metros ainda segue fechado.

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Com o desmoronamento em Minas Gerais, que provavelmente está ligado a uma cabeça d’água, professor de Climatologia do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), doutor Rodrigo Marques, explica quais são os locais de maior risco.

“As cabeças d’água costumam ocorrer em rios mais estreitos e escavados na rocha, com margens que possuem paredões próximos. Essa formação mais estreita com bordas elevadas, facilita o aumento repentino do volume de água, então, todos os locais que apresentam estas características podem registrar a ocorrência, como Chapada, Nobres, Jaciara, São Vicente, assim como as demais áreas de serras e chapadas de Mato Grosso”, diz.

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“Importante lembrar que no ano de 2008 por exemplo, houve deslizamento de paredão próximo a cachoeira do Véu de Noiva com vítimas. Mais do que evitar estes locais, esta tragédia ocorrida em Minas Gerais pode acender um debate que foi relegado por muito tempo, que é a importância do monitoramento destes paredões, tendo em vista que ao longo de anos, eles vão dando sinais de que o deslizamento ou queda podem ocorrer. Em períodos como este que estamos vivenciando com muita chuva, estes locais devem ser evitados”, alerta.

Foto publicada pelo perfil Destinos Turísticos MT, nesta segunda-feira (10), mostrou a cachoeira Véu de Noiva com forte volume de água e aspecto turvo. A cor, porém, possivelmente, se deve apenas ao momento de aumento do volume de chuvas, que faz com que a terra seja trazida com o temporal e dê um aspecto mais escuro para a água.

O flagrante contrasta com o cenário de cinco meses atrás, quando a cachoeira surpreendeu internautas ao se exibir apenas com uma fina ‘linha branca’, durante crise hidríca registrada em agosto.

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Rosário Oeste pode desaparecer caso sejam construídas hidrelétricas acima das barragens, explica defensor.

Distrito de Nossa Senhora da Guia, Acorizal e Rosário Oeste podem desaparecer caso hidrelétricas sejam construídas acima das barragens, explica defensor ambiental.

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Fonte: PNB On Line

Grupo quer alertar população para riscos da construção de hidrelétricas no rio Cuiabá.

A Pastoral da Ecologia Integral, em parceria com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) promoveu nesta quarta-feira (10.08), às 17h, um ato ecumênico e inter-religioso em defesa do rio Cuiabá e do Pantanal. O ato foi realizado nas imediações da Igreja do Rosário e de São Benedito.

O objetivo da manifestação foi convencer os deputados estaduais a derrubarem o veto do governador Mauro Mendes, que facilita a construção de seis barragens e instalações hidrelétricas no rio Cuiabá, no trecho entre a capital e o município de Nobres, assim como já está acontecendo em outros rios da bacia do Alto Paraguai. O Projeto de Lei que proíbe a construção dessas barragens já foi aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso com 12 votos favoráveis, duas abstenções e nove ausências.

O mestre em Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso e defensor ambiental, professor Juacy da Silva explica que caso sejam construídas as hidrelétricas, acima das barragens poderá haver alagamento, ocasionando no desaparecimento de distritos como o de Nossa Senhora da Guia, Acorizal e Rosário Oeste.

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Já abaixo das barragens, poderá ocorrer a seca do Pantanal e a alteração no regime das chuvas. “Com o Pantanal seco não haverá mais vidas e poderá afetar toda a biodiversidade. O Pantanal seco é sinal de morte e não de vida”, ressaltou o professor.

“Nós cristãos precisamos defender as obras da criação e o Rio Cuiabá e outros rios que formam a bacia do Alto Paraguai, e consequentemente o Pantanal, estão correndo o risco de secarem e morrerem em decorrências de umas barragens que estão sendo construídas e outras que estão querendo construir”, completou Juacy, reforçando o convite à população para comparecer no ato, que ocorrerá nas imediações da Igreja do Rosário e São Benedito.

 

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