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Durante um intervalo na última sessão da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside o colegiado, informou que a votação do relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL) está prevista para ser concluída na noite desta sexta-feira (27) ou na madrugada de sábado (28). Após a leitura do documento, Viana pretende conceder uma hora de vista aos parlamentares para análise, seguida pela abertura dos debates.
"Minha intenção é que encerremos os trabalhos entre hoje e amanhã, avançando pela madrugada se necessário, para entregar uma solução definitiva e concluir a CPMI perante o país. Farei um apelo aos membros para que permaneçamos firmes no propósito de entregar uma investigação séria e transparente", afirmou Viana.
O presidente do colegiado destacou que o texto de Gaspar é detalhado e robusto, apresentando indiciamentos claros que devem facilitar a atuação da Justiça e complementar as investigações da Polícia Federal.
Viana ressaltou ainda que a rejeição do relatório seria prejudicial para a nação, garantindo que não haverá impunidade. Segundo ele, os responsáveis pelos desvios de recursos de aposentados já foram identificados, tanto no relatório da comissão quanto no do ministro André Mendonça, e serão processados judicialmente.
A reunião teve início na manhã de sexta-feira. Segundo o relator Alfredo Gaspar, os pedidos de indiciamento fundamentam-se na descoberta de uma estrutura criminosa complexa, voltada para fraudes sistêmicas contra pensionistas por meio de descontos associativos fraudulentos e não autorizados.
As investigações apontaram a existência de um esquema profissionalizado, organizado em núcleos técnicos, administrativos, financeiros, empresariais e políticos. O grupo teria desviado bilhões de reais da Previdência Social através de acordos de cooperação técnica repletos de irregularidades, conforme explicou o relator.
Os nomes listados para indiciamento podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, estelionato majorado e falsidade ideológica, além de fraude eletrônica e inserção de dados falsos em sistemas oficiais.
Entre as 216 sugestões de indiciamento presentes no texto de Gaspar, destacam-se figuras como Antonio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS); o empresário Maurício Camisotti; Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master; Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República; e Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro do governo Bolsonaro. Também constam na lista o atual ministro Carlos Lupi; a deputada Gorete Pereira; o ex-deputado Euclydes Pettersen; o senador Weverton; o ex-presidente do INSS Alessandro Antônio Stefanutto; e o ex-ministro José Sarney Filho.