Um homem venezuelano, de 25 anos, foi preso poucas horas após a execução de Almiro Alves Ribas, 61, na manhã desta segunda-feira (06.04), em Cáceres (a 220 km de Cuiabá). A prisão foi realizada por policiais militares do 6.º Comando Regional, que também apreenderam a arma de fogo utilizada no crime.

Conforme a Polícia Militar, o homicídio ocorreu por volta das 6h, no bairro Vila Nova. A vítima foi surpreendida por criminosos armados logo após parar sua motocicleta em frente a uma residência. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um dos suspeitos, usando capacete, se aproxima e efetua diversos disparos à queima-roupa, sem dar chance de reação. Um segundo homem aparece na sequência, dando apoio à ação.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou a morte ainda no local.

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Assim que foram acionadas, as equipes da Polícia Militar iniciaram diligências e, com base em imagens de câmeras de segurança e informações repassadas por testemunhas, identificaram a participação de dois suspeitos, que fugiram em uma motocicleta.

Durante as buscas, os militares receberam denúncias sobre a localização de um dos envolvidos. Ao chegarem ao endereço, flagraram o suspeito em frente à residência, ateando fogo em roupas e objetos pessoais. Questionado, ele confessou o crime e afirmou que tentava destruir evidências, já que as vestimentas teriam sido usadas durante a execução.

Em seguida, o homem levou os policiais até o quintal do imóvel, onde desenterrou uma pistola calibre .380, utilizada no homicídio. Também foram apreendidas quatro munições do mesmo calibre e outras 50 munições de calibre 9mm.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia de Cáceres, onde o caso foi entregue à Polícia Judiciária Civil.

Segundo apurado, Almiro havia deixado o sistema prisional há cerca de uma semana. Pela forma como o crime foi cometido — com características de execução — e pelo histórico da vítima, a principal linha de investigação aponta para possível ligação com disputa entre facções criminosas.

FONTE/CRÉDITOS: Gislaine Morais/VGN