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O prefeito de Maceió, JHC, anunciou a criação de ônibus exclusivos para mulheres no sistema de transporte público da capital alagoana. A proposta foi divulgada no último domingo (8) por meio das redes sociais do gestor e tem como objetivo ampliar a segurança das passageiras e combater casos de assédio durante os deslocamentos urbanos.
De acordo com o prefeito, a iniciativa fará parte do programa “Ponto Seguro”, que prevê a circulação de veículos identificados para o público feminino, incluindo um ônibus caracterizado na cor rosa. A proposta também contempla ações educativas voltadas à prevenção da violência contra a mulher e ao combate ao assédio no transporte coletivo.
Segundo JHC, a medida deve atuar de forma complementar a campanhas de conscientização já promovidas na cidade, como o projeto “Maceió sem Assédio”, iniciativa que leva orientações e materiais informativos a bares, restaurantes e eventos da capital para prevenir situações de violência e constrangimento contra mulheres.
O anúncio ocorreu durante a apresentação de novos veículos que passam a integrar a frota do transporte público de Maceió. Ao todo, 152 ônibus climatizados foram incorporados ao sistema.
Desse total, 131 são do modelo conhecido como “geladão”, equipados com sistema de refrigeração, e 21 pertencem ao modelo “rapidão”, voltado a trajetos de maior fluxo e deslocamento mais ágil.
A prefeitura informou que os novos veículos devem atender 98 linhas do sistema municipal, beneficiando aproximadamente 75 mil passageiros por dia.
A renovação da frota, segundo a gestão municipal, integra um processo mais amplo de modernização do transporte coletivo na capital alagoana. O objetivo é melhorar as condições de conforto, eficiência e segurança para os usuários, ao mesmo tempo em que busca enfrentar um problema recorrente em grandes cidades brasileiras: o assédio no transporte público.
A criação de ônibus exclusivos para mulheres, segundo especialistas em mobilidade e segurança urbana, já foi adotada em outras cidades brasileiras e internacionais como medida emergencial para reduzir episódios de violência durante os deslocamentos diários.
A iniciativa também abre debate sobre políticas públicas de proteção às mulheres no transporte coletivo e pode servir de referência para outras capitais e municípios do interior do país que enfrentam desafios semelhantes.