Nos dois primeiros meses de 2026, o Brasil testemunhou um novo recorde na criação de pequenos negócios. Informações da Receita Federal, compiladas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), revelam que mais de 1,033 milhão de empresas foram formalizadas em janeiro e fevereiro, incluindo microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Esse desempenho notável ultrapassa em 3% a marca histórica estabelecida no primeiro bimestre do ano anterior, 2025. Conforme a análise do Sebrae, essas três categorias de pequenos empreendimentos corresponderam a expressivos 97,3% de todas as novas inscrições de pessoas jurídicas registradas no território nacional.

A categoria de microempreendedor individual (MEI) domina amplamente as novas formalizações, respondendo por 79,5% do total. As microempresas vêm em segundo lugar, com 17%, enquanto as pequenas empresas representam 3,5%. A distinção entre elas reside, sobretudo, no volume de receita anual e no número de colaboradores.

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A categoria de microempreendedor individual foi estabelecida para formalizar profissionais autônomos. Desse modo, somente empreendedores com atividades específicas, um faturamento anual limitado a R$ 81 mil e que contratam, no máximo, um funcionário, podem se qualificar como MEI. >> Acompanhe o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Microempresas e pequenas empresas têm capacidade para empregar um número maior de indivíduos. As microempresas registram faturamento de até R$ 360 mil anuais, enquanto as pequenas empresas podem alcançar R$ 4,8 milhões. Levantamentos do Sebrae de 2025 indicam que essas companhias contribuíram com mais de 80% do saldo positivo de empregos gerados no Brasil no ano anterior.

Analisando exclusivamente os microempreendedores, a maior parte concentra-se no segmento de serviços. Em fevereiro, 65% das novas formalizações de pequenos negócios atuavam nessa área, seguidas por 19,6% no Comércio, 7,6% na Indústria e 6,8% na Construção Civil.

Um estudo detalhado das atividades revelou que, entre os microempreendedores, os segmentos mais comuns incluíram serviços de malote e entrega, transporte rodoviário de carga e publicidade. Já no universo das micro e pequenas empresas, a abertura de negócios em atenção ambulatorial por médicos e odontólogos, serviços combinados de escritório e apoio administrativo, e outras atividades da saúde (excluindo médicos e odontólogos) foram as que mais se destacaram.

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil