Neste domingo (15), os resultados dos exames clínicos do ex-presidente Jair Bolsonaro revelaram uma melhora na função renal. Contudo, o aumento dos marcadores inflamatórios sanguíneos levou a equipe médica a ajustar e intensificar a administração de antibióticos.

Desde a manhã da última sexta-feira (13), Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma instituição hospitalar privada em Brasília, onde recebe tratamento para uma broncopneumonia bacteriana bilateral.

O boletim médico divulgado nesta manhã informa que seu estado de saúde é estável, embora a data de alta da UTI ainda não tenha sido estabelecida. Além da revisão dos antibióticos, a equipe já havia reforçado as sessões de fisioterapia respiratória e motora.

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O ex-presidente, que se encontra sob supervisão judicial, foi encaminhado ao hospital devido ao agravamento de seu estado de saúde.

Na última sexta-feira, ele apresentou um quadro de mal-estar, caracterizado por febre elevada, diminuição da saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios, sendo prontamente conduzido ao Hospital DF Star por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O comunicado médico foi subscrito por uma equipe de especialistas, incluindo o cirurgião-geral Cláudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e o diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

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Autorizações judiciais

Por meio de uma decisão emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes concedeu permissão para que a esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, atuasse como acompanhante no hospital.

O ministro Moraes igualmente autorizou visitas de seus filhos — Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura — além de sua enteada, Letícia, durante o período de internação de Jair Bolsonaro.

Adicionalmente, o ministro determinou que a segurança do ex-presidente fosse assegurada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A medida prevê policiais de prontidão 24 horas por dia, com dois agentes na porta do quarto e outras equipes distribuídas no interior e exterior do hospital.

Moraes impôs ainda a restrição de acesso a computadores, telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos na unidade de internação de Bolsonaro, permitindo apenas a entrada de equipamentos médicos essenciais.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil