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Na escola municipal Josué de Castro, situada na área rural de Theobroma (RO), a comunicação ganhou uma nova dimensão. Um estúdio de rádio improvisado, com microfones e equipamentos, tem proporcionado a crianças e adolescentes uma nova forma de enxergar a Amazônia, seu lar.
Com mais de dois anos de existência, este projeto de educação midiática utiliza as quatro caixas de som do pátio para que os alunos possam se informar e assimilar, de forma clara e audível, assuntos relevantes como sustentabilidade, educação e saúde.
Novas inscrições para o mapa
Iniciativas como o 'Rádio na Escola', da instituição de ensino em Rondônia, integram o Mapa Brasileiro da Educação Midiática, que já contabiliza 226 projetos. Este mapa é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), contando com o suporte do governo do Reino Unido no Brasil, a parceria técnica do Porvir (portal de inovação educacional) e a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco Brasil).
Até o dia 16 de março, o período de inscrições está aberto para a inclusão de novas experiências e ferramentas que estimulem o uso crítico, responsável e criativo dos meios de comunicação em variados ambientes educacionais.
Mobilização comunitária
Conforme Elias Bastos, diretor da escola em Theobroma (RO), o projeto de rádio abrange desde a pré-escola até o nono ano do ensino fundamental.
Bastos detalha que as gravações, produzidas pelos próprios estudantes com a orientação dos docentes, têm gerado um retorno positivo, inclusive das famílias, em discussões sobre temas como a poluição da nascente do Rio São João.
Os alunos já assimilaram a importância da conservação da natureza local. Adicionalmente, o projeto se propõe a combater a desinformação e a disseminação de boatos.
A escola, que atende 183 alunos, está localizada no interior do assentamento 'Antônio Conselheiro' do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, nomeado em homenagem à figura histórica da Guerra de Canudos.
'Através do rádio, abordamos temas como a prevenção da dengue e os perigos da evasão escolar', relata o professor, que reside na área urbana, a aproximadamente 47 quilômetros de distância, uma jornada que pode levar mais de uma hora por estradas não pavimentadas.
Os resultados positivos desta iniciativa escolar têm incentivado os professores a prosseguir com o trabalho.
Combatendo a desinformação
O processo de inscrição para integrar o mapa de educação midiática ocorre via formulário online e é submetido à análise da equipe técnica do projeto. A próxima edição do mapa está programada para junho. Para ser incluído nesta consolidação nacional de dados, o projeto deve, entre outros requisitos, incentivar a análise crítica da mídia, a verificação de fatos e a criação de conteúdo que promova a cidadania.
Thaís Brito, coordenadora de Educação Midiática da Secom, enfatizou: 'A segunda chamada é um convite para que mais educadores, pesquisadores e organizações compartilhem suas experiências. Queremos ampliar o mapeamento de ações de educação midiática no país, fortalecendo uma rede cada vez mais diversa, criativa e representativa'.