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A mandioca ficou mais cara pela sétima semana seguida, impulsionada pela baixa oferta no campo e pela alta procura da indústria. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado nesta segunda-feira (23.03), confirma a sequência de alta nos preços da raiz.
Segundo o Cepea, o aumento é resultado da retomada das vendas de derivados e da necessidade de reposição dos estoques de fécula, que é o amido extraído da mandioca. Com isso, indústrias que processam o produto intensificaram a moagem, mesmo enfrentando dificuldades por falta de matéria-prima.
O centro de pesquisas aponta que fatores climáticos e a menor oferta por parte dos produtores têm limitado a disponibilidade de mandioca. Na prática, isso tem dificultado a manutenção ou ampliação do volume de produção nas indústrias.
No mercado de fécula, a produção segue abaixo da demanda, o que mantém os preços elevados e dificulta a recomposição dos estoques.
Já no mercado de farinha, a procura continua alta, mas a falta de fretes tem reduzido o ritmo das negociações, principalmente entre Estados.