A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu aval a um projeto de lei que estabelece um novo sistema para a incorporação de inovações em saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS), denominado acordo de acesso gerenciado.

Este novo mecanismo, conforme aprovado, vincula a adoção de novas tecnologias a um acompanhamento constante por parte do governo. A medida visa permitir uma gestão conjunta dos riscos clínicos e financeiros envolvidos na aquisição.

O modelo proposto contempla quatro modalidades de acordo:

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  • financeiros;
  • baseados em resultados clínicos;
  • combinados; e
  • de partilha de risco.

Segundo o texto sancionado, o acordo de acesso gerenciado será formalizado entre o poder público e as empresas, por meio de um contrato específico. A responsabilidade será dividida, com critérios, prazos e a participação de terceiros claramente definidos.

A proposta aprovada, com base na recomendação do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), é uma versão da Comissão de Saúde para o Projeto de Lei 667/21, de autoria do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). O relator introduziu algumas alterações pontuais na redação original.

"O substitutivo se limita a definir os acordos de acesso gerenciado, apresentar seus propósitos e os modelos possíveis, e, principalmente, dar ao Poder Executivo a prerrogativa de decidir sobre a celebração desses acordos", explicou Diego Garcia em seu parecer.

Por ter sido votada em caráter conclusivo, a matéria tem potencial para avançar ao Senado, a menos que haja um recurso solicitando sua apreciação em Plenário na Câmara. Para que se torne lei, a versão final do texto necessita da aprovação de ambas as casas legislativas.

Entenda como tramitam projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias