A Câmara dos Deputados deu aval a um projeto de lei que estabelece a transferência simbólica da capital federal para Salvador (BA) a cada 2 de julho. A iniciativa, proposta pelo deputado Leo Prates (PDT-BA) sob o número PL 5672/25, segue agora para apreciação do Senado.

O propósito dessa mudança simbólica é enaltecer as celebrações da insurreição baiana contra os portugueses, um marco crucial conhecido como Independência da Bahia, fundamental para o processo de emancipação do Brasil.

A aprovação do projeto em Plenário ocorreu nesta terça-feira (10), contando com o parecer favorável do relator, deputado Gabriel Nunes (PSD-BA).

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Conforme o texto aprovado, a transferência não acarretará interrupção das atividades essenciais em Brasília, restringindo-se a eventos oficiais e simbólicos em Salvador. Estes dependerão da coordenação entre o Executivo federal e as autoridades do estado da Bahia e do município.

Um decreto futuro será responsável por detalhar a logística, a segurança e a infraestrutura requeridas para a realização dos atos oficiais nesta data específica.

O movimento pela emancipação de Portugal em Salvador, que teve início em fevereiro de 1822, percorreu diversas etapas, culminando na Bahia apenas em 2 de julho de 1823, após a definitiva expulsão das tropas portuguesas que se opunham à separação do Brasil.

Reconhecimento histórico da data

O deputado Gabriel Nunes enfatizou a importância da resistência armada na Bahia, que, logo após a proclamação da Independência, desempenhou um papel absolutamente central para o desfecho do processo emancipatório. "A celebração do 2 de Julho [de 1823] não se limita à memória regional, mas representa a própria afirmação da unidade e da soberania do Brasil", declarou.

Para Nunes, a concretização anual dessa transferência simbólica constitui um ato de justiça histórica. "A mudança simbólica da sede do governo federal para a Bahia, a cada 2 de julho, ganha grande relevância ao reafirmar, ano após ano, a importância histórica dessa data para a formação da nossa identidade nacional e para o devido reconhecimento do papel preponderante da Bahia na construção do Brasil independente", afirmou o parlamentar.

Contudo, deputados da oposição manifestaram críticas à medida, argumentando que a transferência simbólica não traria qualquer benefício prático.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias