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Um agente socioeducativo e o primo dele, que utiliza tornozeleira eletrônica, foram presos na noite dessa segunda-feira (09.03) após uma perseguição policial que terminou com a apreensão de uma pistola calibre 9 milímetros e diversas munições no bairro Souza Lima, em Várzea Grande. Um dos detidos admitiu que intermediava a venda do armamento para uma facção criminosa.
Conforme informações do tenente Goes, a Polícia Militar recebeu informações de que um veículo, próximo à policlínica da região, estaria sendo utilizado para comercializar armas de fogo destinadas a integrantes de uma facção criminosa.
“Recebemos a informação de que um veículo, próximo à policlínica, estaria portando arma de fogo e fazendo comercialização de armas para uma facção criminosa”, relatou o tenente.
Com base na denúncia, os policiais se deslocaram até o local para realizar a abordagem. No entanto, ao perceber a presença da equipe, o motorista fugiu em alta velocidade, iniciando uma perseguição pelas ruas do bairro.
Segundo o tenente, durante a fuga o condutor colocou pedestres e comerciantes em risco. “O condutor do veículo, em altíssima velocidade, passou por comércios, faixa de pedestres e até por cima de calçadas”, revelou.
Durante a tentativa de escapar, o suspeito subiu em uma calçada, estourou dois pneus do carro e perdeu o controle da direção, colidindo o veículo em uma curva. Em seguida, ele tentou fugir a pé, mas foi alcançado e detido pelos policiais.
Com o suspeito foram encontradas munições de pistola calibre 9 milímetros. Questionado, ele afirmou aos policiais que intermediava a venda do armamento que teria adquirido do próprio primo e que pretendia revendê-lo para integrantes de uma facção criminosa, obtendo lucro na negociação.
Após a revelação, os policiais seguiram até a residência indicada pelo suspeito. No local, encontraram o primo dele e apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros, além de munições do mesmo calibre e também de calibre .38.
Os dois foram detidos e encaminhados, juntamente com a arma e as munições apreendidas, à Central de Flagrantes para registro da ocorrência e demais providências.
Ainda conforme o tenente Goes, o agente socioeducativo não possui antecedentes criminais e a pistola apreendida está registrada em seu nome, assim como as munições.
“O rapaz informou que teria vendido a arma ao primo para ajudá-lo, pois ele disse que estava recebendo ameaças”, declarou o oficial.