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Micro-ondas, anticoncepcionais e celulares. Confira mitos e verdades sobre o câncer

Remédios caseiros, micro-ondas, uso de anticoncepcional, muitas dúvidas rondam a cabeça das pessoas

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RepórterMT

No ano de 2020, o Brasil registrou cerca de 450 mil novos casos de câncer, excetuando os de pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os tipos mais comuns em homens são próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Nas mulheres, o câncer de mama lidera, seguido por cólon e reto, colo do útero, traqueia e pulmão e tireoide.

A doença chama atenção não somente pela alta incidência, mas também porque existe muita desinformação sobre o tema.

“A própria palavra câncer ainda assusta muita gente e traz alguns mitos. Isso ocorre porque muita coisa que lemos ou temos acesso nem sempre é verdade e, infelizmente, a doença ainda é associada à morte”, ressalta o médico oncologista e coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Santa Rosa, Eduardo Romero.

O médico reforça que é preciso buscar informações em fontes idôneas e falar abertamente sobre a doença com o seu médico. Para esclarecer mais sobre o assunto, ele esclarece algumas dúvidas e desfaz alguns mitos.

O que é câncer?

Câncer é, basicamente, o crescimento de células de forma desordenada, sem controle pelo nosso organismo. A palavra câncer tem origem latina e significa, literalmente, caranguejo, exatamente porque as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias, como se fossem as garras do crustáceo.

Todo tumor é câncer?

Os “tumores” são qualquer massa anormal observada nos tecidos. Existem tumores benignos e os malignos. A diferenças entre eles é a capacidade de invadir tecidos, órgãos ou dar metástases. O tumor benigno não tem essa capacidade, o maligno sim.

Câncer é hereditário?

Cerca de 5% a 30% dos casos pode ser hereditário. Mas os fatores ambientais, como uso de cigarro, consumo excessivo de álcool, obesidade e alimentação inadequada, são as causas mais frequentes de câncer, atualmente.

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Câncer é contagioso?

Mito. Nenhum câncer é contagioso.

O uso contínuo de algum remédio pode causar câncer?

Verdade. O uso prolongado de anticoncepcionais, reposição hormonal podem aumentar a chance de desenvolver câncer, em especial, na mama e no útero. Os anabolizantes aumentam a chance de câncer de fígado e uso sem acompanhamento de testosterona pode aumentar os riscos da doença afetar próstata e testículo. Por isso, o ideal é conversar muito claramente com seu médico sobre a necessidade do uso dessas medicações e os riscos. Nenhuma medicação deve ser usada sem orientação e indicação do médico.

Qualquer pessoa e em qualquer idade pode ter câncer?

Verdade. O câncer não escolhe idade, raça, sexo, religião e nem condição financeira. Por isso, devemos nos cuidar e fazer os exames de rotina com frequência.

Dormir perto do aparelho de celular e fazer uso do micro-ondas causam câncer?

Mito. Não temos até hoje nenhuma evidência clara de que a exposição a celulares, micro-ondas e outros aparelhos eletrônicos causem câncer. Os aparelhos de micro-ondas não tornam o alimento radioativo, nem apresentam risco de exposição à radiação desde que usados de acordo com as instruções do fabricante.

Remédios caseiros ajudam a curar câncer?

Mito. Inclusive, podem atrapalhar o tratamento já que muitos desses ‘remédios’ e chás apresentam interação medicamentosa com os tratamentos oncológicos.

Existem alimentos que podem prevenir câncer?

Um alimento isolado não tem essa capacidade. No entanto, uma alimentação balanceada, nutritiva pode auxiliar na prevenção contra o câncer, juntamente com estilo de vida saudável. Nada de forma isolada previne o câncer. São vários fatores associados que auxiliam isso.

Pessoas negras não têm câncer de pele?

Mito. Qualquer pessoa pode ter câncer de pele.

Amamentar ajuda na prevenção ao câncer de mama?

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Verdade. A amamentação é um fator protetor contra o câncer de mama e ginecológico (útero e ovário). Porém, a amamentação sozinha não evita o câncer, que pode ocorrer por outros motivos.

Câncer tem prevenção?

Verdade. A prevenção geral para evitar a doença é cuidar da saúde, ter hábitos de vida saudável, se vacinar. Alguns exames preventivos podem auxiliar no diagnóstico precoce e, assim, aumentar a chance de cura.

Saiba mais:

Mama: rastreamento com mamografia, a partir dos 40 anos, realizado anualmente. Após os 50 anos, duas vezes ao ano. Recomenda-se o exame físico das mamas com seu médico.

Próstata: toque retal e coleta de PSA total, a partir dos 50 anos, em pacientes que não tenham fatores de risco para câncer de próstata (negros ou história familiar de câncer de próstata). Os demais pacientes devem iniciar o rastreamento a partir dos 40 anos, dependendo de cada caso.

Intestino: colonoscopia, a partir dos 45 anos, em pacientes que não tenham fatores de risco (história família de câncer de intestino e sintomas intestinais). Se o paciente apresentar sangue oculto nas fezes, na idade adulta, ou se tiver fatores de risco, recomenda-se o ​rastreamento mais precoce.

Pulmão: rastreamento com tomografia de baixa dosagem anual, em pacientes de 50 a 80 anos com história de tabagismo (fumante há mais de 20 anos) e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 15 anos.

Colo Uterino: a vacina contra o HPV (vírus causador do câncer do colo de útero) é disponibilizada no SUS para meninas, de 9 a 14 anos, e para os meninos, de 11 a 14 anos. E também para pacientes de risco (imunodeprimidos). Ela pode ser realizada também na rede privada em homens e mulheres, até os 45 anos de idade.

 

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NACIONAL

Geladeiras devem exibir hoje nova etiqueta de eficiência energética

Etiqueta indica diferença de consumo de até 30% entre produtos

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Agencia Brasil

A partir de hoje (1º), todos os refrigeradores que chegarem ao comércio brasileiro, fabricados nacionalmente ou importados, devem exibir a nova Etiqueta de Conservação de Energia Elétrica (Ence) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A nova etiqueta traz três subclasses, indicando diferença de consumo de até 30% entre os produtos mais eficientes. Além disso, introduz um QR Code que, no primeiro momento, vai remeter o consumidor ao status do registro do refrigerador, “se ele está ativo, inativo, suspenso ou cancelado”.

Segundo o chefe da Divisão de Verificação e Estudos Técnicos Científicos (Divet) do instituto, Hércules Souza, “na verdade, tem que estar sempre ativo. Significa dizer que aquele refrigerador atende os requisitos estabelecidos no regulamento e tem liberação aprovada pelo Inmetro para ser comercializado no mercado nacional”.

Hércules Sousa esclareceu que inicialmente, o QR Code vai fazer apenas o link com a página de registro, e o próprio consumidor poderá conferir o status do registro daquele refrigerador. Essa é a novidade que o Inmetro está implementando agora com a nova etiqueta. O chefe da Divet adiantou, entretanto, que existe um projeto em paralelo para dar robustez maior a esse QR Code.

Neste mês, o Inmetro vai contratar empresa que criará uma plataforma, em que não será gerada somente informação do status do registro da geladeira, mas também associará vídeos informativos para a utilização inteligente de refrigeradores, com dicas para o consumidor ficar atento e obter utilização eficiente do produto. Souza informou que o consumidor, a partir do QR Code, vai ser capaz também de acessar uma espécie de calculadora de gastos, para ter ideia do consumo e do valor monetário que terá na sua conta de energia pelo uso de um refrigerador mais econômico, em comparação a um aparelho menos eficiente.

Comparação

“Vai ser possível, usando os valores de cobrança de energia elétrica da região, definir de maneira mais qualificada financeiramente essa informação. E ele (o consumidor) poderá fazer outra coisa, que é comparar refrigeradores da mesma categoria em termos de volume. Ele poderá ainda dizer qual deles é o mais econômico, tem maior eficiência em termos energéticos e também monetários”. Segundo o técnico do Inmetro, a ideia é criar uma ferramenta a fim de promover ainda mais subsídios para a tomada de decisões do consumidor, usando a etiqueta de eficiência nacional de conservação de energia. A previsão é que a plataforma piloto esteja pronta para ser testada até o fim deste ano. Os condicionadores de ar serão o segundo produto a ganhar QR Code na etiqueta.

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A nova etiqueta para geladeiras introduz as subclasses A+++, A++ e A+ para classificar os modelos que consomem, respectivamente, menos 30%, 20% e 10% de energia do que o tradicional “A”. Com isso, o Inmetro pretende destacar para o consumidor qual o produto que realmente gasta menos energia e incentivar que a indústria adote novas tecnologias em seus produtos, para que se tornem mais eficientes. O comércio varejista tem prazo até 30 de junho de 2023 para continuar vendendo os produtos com a etiqueta antiga. “A gente espera, inclusive, que isso aconteça muito antes da data limite”.

Sousa disse ainda que muitos produtos foram etiquetados na lógica antiga e têm que continuar sendo fornecidos para o consumidor. Ele admitiu, porém, que já podem ser encontrados no mercado produtos com a nova etiqueta. “Muitos produtos já foram etiquetados. Ficou muito a cargo do próprio fabricante ou importador fazer essa mudança. Alguns já se anteciparam à data de 30 de junho de 2022 porque, a partir de 1º de julho, todos os refrigeradores têm que estar etiquetados na nova formatação, mas você poderá ainda encontrar essa convivência da etiqueta antiga com a nova porque, de fato, ele já pode ter escoado a produção para o comércio e não tem como trazer de volta para etiquetar de novo. Seria um duplo trabalho, e a gente não pode impor ao ente regulado”.

O consumidor deve estar atento para conviver com a etiqueta antiga, que fornece apenas a informação de categoria A. As subclasses inseridas agora qualificam melhor esse grupo de geladeiras que se encontra na categoria A. Caberá ao consumidor entrar em contato com o fabricante para tentar entender em que categoria, nessa nova etiquetagem, o refrigerador pode ser considerado. “A gente espera que 100% já estejam com a nova etiqueta, bem antes da data limite de 30 de junho de 2023’. O Inmetro estima que sejam poucos os fabricantes e importadores que ainda não tenham feito a mudança. “Porque interessa também a eles mostrar que o produto dele está em categoria de maior eficiência do que o A, que acabava englobando tudo, sem fazer diferenciação”.

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Corrida

Souza reconheceu que haverá uma “guerra” entre os fabricantes para mostrar que o produto deles está no subgrupo A+++ e, portanto, supera os demais. “A etiqueta tem esse papel também de promover a busca por uma eficiência maior. Aí, os fabricantes acabam fazendo essa corrida para oferecer um produto de maior eficiência e, com isso, menor gasto energético, incentivado por uma indústria que adote novas tecnologias em seus produtos para tornar, nesse caso, refrigeradores, de fato mais eficientes. Essa é a ideia mesmo. A gente está provocando essa corrida contra o tempo, para o mercado oferecer refrigerador mais eficiente para o consumidor na ponta”.

O chefe da Divet destacou que o Inmetro conta com a ajuda do consumidor para agir contra fabricantes e importadores que não cumpram o prazo e mantenham geladeiras com etiqueta antiga após 30 de junho de 2023. “A gente pede ao consumidor que, iam identificar esse problema, entre nos canais do Inmetro. A Ouvidoria é o caminho para fazer denúncias. Se ele encontrou no ponto de venda um produto que não está dentro da nova etiquetagem, a gente vai lá fiscalizar e autuar a empresa responsável por isso”. Souza assegurou que essa é uma prática irregular e mostra que o fabricante ou importador não está cumprindo as regras do regulamento. A parceria com o consumidor ajuda o Inmetro a coibir essa prática. A empresa pode ser autuada, ter o produto recolhido do mercado, além de sofrer multa, cujo valor é determinado de acordo com graus de dosimetria internos aplicados pelo Inmetro.

O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) para refrigeradores foi atualizado em 2021, por meio da Portaria nº 332, que estabeleceu novas regras para a classificação da eficiência energética dos produtos, por meio da adoção de subclasses para que o consumidor possa identificar quais os modelos de fato mais eficientes dentro da classe A. Foram determinadas mais duas reclassificações, uma em 2025 e outra em 2030, em que o rigor para a classificação da eficiência energética vai aumentando gradativamente.

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