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ECONOMIA

Influenciado por exterior, dólar tem maior queda em três meses

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Influenciado por ações do Banco Central norte-americano, o dólar teve nesta sexta-feira (28) a maior queda em três meses. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,416, com recuo de R$ 0,163 (-2,93%). Essa foi a maior queda percentual em um dia desde 2 de junho, quando a moeda tinha caído 3,23%.

A divisa está no menor valor desde 13 de agosto, quando tinha fechado em R$ 5,368. Nesta semana, o dólar caiu 3,41%, mas acumula alta de 3,78% em agosto e de 34,95% em 2020.

Nesta sexta, o dólar caía contra as principais moedas do planeta. O dólar cedia 1,7% ante o peso mexicano, 1,5% contra a moeda da Nova Zelândia e 1,1% frente ao iene.

O principal motivo para o recuo da moeda norte-americana foi a avaliação do mercado de que a mudança de abordagem pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, pode significar longo período de baixas taxas de juros. Juros mais baixos na economia norte-americana reduzem a atratividade do dólar como investimento.

Leia Também:  Mercado de trabalho mostra estabilidade após pandemia, aponta Ipea

No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia, também por causa da nova estratégia divulgada ontem (27) pelo Fed. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou em alta de 1,51%, aos 102.143 pontos. Por causa do desempenho de hoje, o índice encerrou a semana com leve alta acumulada de 0,6%. Em agosto, o Ibovespa cai 0,75%.

Além dos fatores internacionais, a alta do Ibovespa foi influenciada pelos juros baixos. Com a taxa Selic (juros básicos da economia) no menor nível da história, em 2% ao ano, investidores domésticos estão migrando para a bolsa em busca de rentabilidades maiores, apesar do risco do mercado de ações.

* Com informações da Reuters

Edição: Wellton Máximo

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ECONOMIA

Mercado de trabalho mostra estabilidade após pandemia, aponta Ipea

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O mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de estabilidade, com algum viés de recuperação, ainda que de forma discreta, após o tombo causado pelos efeitos econômicos da pandemia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), em boletim do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19) referente à semana de 2 a 8 de agosto.

Segundo a Carta de Conjuntura do Ipea, ainda que não seja possível notar uma reação mais robusta do mercado de trabalho, a simples estabilidade nos índices já pode apontar que houve uma interrupção na tendência de queda, que vinha se mostrando desde o mês de março, notadamente a partir de maio e junho, quando houve o pico da pandemia principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

A taxa de desocupação foi de 13,3% na semana de referência, próxima da média de julho, de 13,1%. O nível da ocupação também apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, situando-se em 47,9%, nível idêntico à média de julho.

“O nível de ocupação costuma reagir aos movimentos do nível de atividade de forma defasada. Assim, o recuo da população ocupada observado em junho e julho teria refletido a forte retração da atividade econômica observada no início da pandemia, e sua estabilidade no período mais recente já poderia ser interpretada como reflexo da melhora dos indicadores econômicos a partir de maio”, destacaram os técnicos do Ipea.

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Segundo eles, se não houver piora das condições sanitárias associadas à pandemia, o que poderia levar a novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas, “seria razoável esperar que o nível de ocupação passasse a recuperar-se gradualmente nos próximos meses”.

Ainda assim, mesmo que a evolução favorável da pandemia possa levar ao processo de retorno gradual a algum tipo de normalidade no funcionamento da economia, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho, de acordo com o Ipea, tendem a persistir durante algum tempo.

“Em particular, é razoável imaginar que, nos próximos meses, a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, podendo até vir a oscilar para cima, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de uma parcela de trabalhadores que, amparada pelo recebimento do auxílio emergencial, deixou de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social”, salientou o instituto na Carta de Conjuntura.

De acordo com o Ipea, é razoável esperar que, com a continuidade do processo de recuperação do nível de atividade econômica, o nível de ocupação passe a recuperar-se nos próximos meses, mas a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de pessoas que deixaram de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social.

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“Os resultados recentes da Pnad Covid-19 sugerem que esse movimento ainda não começou de forma significativa. De fato, o número de pessoas não ocupadas que não procuraram emprego por conta da pandemia, mas gostariam de trabalhar, permaneceu elevado (18,3 milhões), apesar da queda em comparação com a média de julho (18,9 milhões)”, ressaltou o Ipea.

De qualquer forma, a redução, na margem, do contingente de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia, é um dos indícios que sinalizam o retorno gradual a algum tipo de “normalidade” no mercado de trabalho.

“Outro sinal nesse sentido é fornecido pelo número de pessoas ocupadas, mas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, que continuou a trajetória de queda observada desde o início da pesquisa. Na primeira semana de agosto, esse indicador atingiu 4,7 milhões de pessoas, abaixo da média de julho, que foi de 6,8 milhões de pessoas.

Edição: Liliane Farias

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