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ECONOMIA

Dívida Pública Federal cai 1,03% em julho e vai para R$ 4,34 trilhões

Redação

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A concentração de vencimentos de papéis prefixados e a queda do dólar fizeram o endividamento do governo cair pela primeira vez depois de dois meses de alta. A Dívida Pública Federal (DPF), que inclui o endividamento interno e externo do governo federal, caiu 1,03% em julho, na comparação com junho, informou hoje (28) a Secretaria do Tesouro Nacional. O estoque passou de R$ 4,39 trilhões para R$ 4,345 trilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, essa queda é típica do primeiro mês de cada trimestre e tem pouco efeito na perspectiva de evolução do endividamento neste ano. Hoje (28), o órgão aumentou para R$ 4,9 trilhões o teto da DPF para o fim de 2020 por causa dos gastos extras com a pandemia do novo coronavírus.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, caiu 0,78% em julho, passando de R$ 4,151 trilhões para R$ 4,118 trilhões. O recuo deve-se, segundo o Tesouro, ao resgate líquido de R$ 54,75 bilhões na DPMFi. Além disso, houve a apropriação positiva de juros (quando os juros da dívida são incorporados ao total mês a mês), no valor de R$ 22,3 bilhões.

O resgate líquido de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna deu-se pela diferença entre o total de novos títulos resgatados (embolsados pelos investidores) – R$ 211,07 bilhões – em relação ao volume de títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, que somou R$ 156,32 bilhões.

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Mercado externo

A queda de 4,98% do dólar no mês passado fez o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), em circulação no mercado internacional, cair 5,40%, de R$ 239,03 bilhões em junho para R$ 226,13 bilhões em julho.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. A redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos, como se observou ao longo do último mês.

Este ano, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,6 trilhões e R$ 4,9 trilhões, segundo a versão revisada do Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2020, apresentada há pouco.

Detentores

As instituições financeiras foram as principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 26,46% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 26,38%, e os fundos de pensão, com 24,85%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

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Com a retirada de recursos de investidores internacionais do Brasil, decorrente da crise econômica, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu, atingindo 9,04% em julho. Este é o menor percentual de estrangeiros na dívida interna desde 2009. Os demais grupos somam 13,28% de participação, segundo os dados apurados no mês.

Composição

Quanto à composição da DPF de acordo com os tipos de títulos, a fatia dos papéis corrigidos por taxas flutuantes subiu de 38,23% para 39,39% do total da dívida. Em seguida, vieram os papéis prefixados, cuja participação caiu de 30,11% para 28,41%, devido principalmente ao elevado volume de vencimentos no mês. Em julho, o Tesouro resgatou R$ 95,49 bilhões de papéis prefixados a mais do que emitiu.

A participação dos papéis corrigidos pela inflação caiu de 25,9% para 26,7% porque as emissões superaram os resgates em R$ 29,46 bilhões. Os títulos do grupo cambial, que sofrem variação com base na taxa de câmbio, tiveram sua participação reduzida de 5,76% para 5,5% do montante total da DPF, principalmente por causa da queda do dólar no mês passado.

Edição: Wellton Máximo

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ECONOMIA

Mercado de trabalho mostra estabilidade após pandemia, aponta Ipea

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O mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de estabilidade, com algum viés de recuperação, ainda que de forma discreta, após o tombo causado pelos efeitos econômicos da pandemia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), em boletim do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19) referente à semana de 2 a 8 de agosto.

Segundo a Carta de Conjuntura do Ipea, ainda que não seja possível notar uma reação mais robusta do mercado de trabalho, a simples estabilidade nos índices já pode apontar que houve uma interrupção na tendência de queda, que vinha se mostrando desde o mês de março, notadamente a partir de maio e junho, quando houve o pico da pandemia principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

A taxa de desocupação foi de 13,3% na semana de referência, próxima da média de julho, de 13,1%. O nível da ocupação também apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, situando-se em 47,9%, nível idêntico à média de julho.

“O nível de ocupação costuma reagir aos movimentos do nível de atividade de forma defasada. Assim, o recuo da população ocupada observado em junho e julho teria refletido a forte retração da atividade econômica observada no início da pandemia, e sua estabilidade no período mais recente já poderia ser interpretada como reflexo da melhora dos indicadores econômicos a partir de maio”, destacaram os técnicos do Ipea.

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Segundo eles, se não houver piora das condições sanitárias associadas à pandemia, o que poderia levar a novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas, “seria razoável esperar que o nível de ocupação passasse a recuperar-se gradualmente nos próximos meses”.

Ainda assim, mesmo que a evolução favorável da pandemia possa levar ao processo de retorno gradual a algum tipo de normalidade no funcionamento da economia, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho, de acordo com o Ipea, tendem a persistir durante algum tempo.

“Em particular, é razoável imaginar que, nos próximos meses, a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, podendo até vir a oscilar para cima, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de uma parcela de trabalhadores que, amparada pelo recebimento do auxílio emergencial, deixou de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social”, salientou o instituto na Carta de Conjuntura.

De acordo com o Ipea, é razoável esperar que, com a continuidade do processo de recuperação do nível de atividade econômica, o nível de ocupação passe a recuperar-se nos próximos meses, mas a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de pessoas que deixaram de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social.

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“Os resultados recentes da Pnad Covid-19 sugerem que esse movimento ainda não começou de forma significativa. De fato, o número de pessoas não ocupadas que não procuraram emprego por conta da pandemia, mas gostariam de trabalhar, permaneceu elevado (18,3 milhões), apesar da queda em comparação com a média de julho (18,9 milhões)”, ressaltou o Ipea.

De qualquer forma, a redução, na margem, do contingente de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia, é um dos indícios que sinalizam o retorno gradual a algum tipo de “normalidade” no mercado de trabalho.

“Outro sinal nesse sentido é fornecido pelo número de pessoas ocupadas, mas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, que continuou a trajetória de queda observada desde o início da pesquisa. Na primeira semana de agosto, esse indicador atingiu 4,7 milhões de pessoas, abaixo da média de julho, que foi de 6,8 milhões de pessoas.

Edição: Liliane Farias

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