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Cunha: conheça um dos melhores destinos para ecoturismo no Brasil

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Cunha: conheça um dos melhores destinos para ecoturismo no Brasil
Redação EdiCase

Cunha: conheça um dos melhores destinos para ecoturismo no Brasil

Confira opções de lazer, gastronomia e turismo neste município localizado entre São Paulo e Rio de Janeiro

Por Eliria Buso

O termo “mar de morros”, utilizado de forma recorrente pelos moradores de Cunha, reflete bem não só sua geografia, como também o cenário que pode ser encontrado por lá. Cunha está situada entre as serras da Bocaina e do Mar, na divisa entre São Paulo e o Rio de Janeiro, a 230 quilômetros da capital paulista, e é um recanto de ecoturismo, sossego e uma gastronomia de dar água na boca, entre outras coisas.

Conhecida por ser a capital nacional do fusca – já que o carro era bastante propício para subir suas sinuosas estradas nos anos passados, o que lhe rendeu uma grande concentração de modelos – e também a maior produtora de pinhão do estado, a Estância Climática abriga cachoeiras, nascentes e riachos que rendem um roteiro cheio de descobertas para toda a família.

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Localização ideal para contato com a natureza

Graças a sua localização privilegiada, pode combinar um passeio da montanha ao mar, já que Paraty pode ser facilmente acessada em um percurso de pouco mais de 45 quilômetros, sendo dez deles percorridos na charmosa estrada-parque dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Muito já se falou sobre os perigos e a precariedade dessa rota, porém, hoje ela está totalmente pavimentada e, inclusive, faz parte da Estrada Real, a maior rota turística do país, com mais de 1.630 quilômetros de extensão, que passa por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região. Ou seja, independente da época do ano ou da quantidade de dias que se fica por lá, é possível desfrutar de muito contato com a natureza, tranquilidade e até atrativos culturais.

Melhor época para visitar

Cunha é uma cidade serrana, portanto, na temporada de outono-inverno, oferece aquele clima típico de montanhas ideal para quem gosta de aproveitar dias frios. Porém, durante o restante do ano, também é possível curtir todas as atrações naturais da cidade. Inclusive, de novembro a março é a melhor época para fazer as trilhas para as cachoeiras.

Como chegar

Cunha está a 230 quilômetros da capital paulista. O visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a Saída 65, em Guaratinguetá. A partir dali, seguir pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) até a cidade.

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Turismo em Cunha

Cunha está situada em uma região serrana, com altitude média de 1100 metros, por isso, é um ótimo local não só para atividades de ecoturismo, como também para aproveitar o clima frio. Não à toa, é considerada Estância Climática. Entre seus atrativos naturais mais famosos estão:

Pedra da Macela

Situada a 1840 metros de altitude, a Pedra da Macela é um dos pontos mais altos da cidade e conta com uma das melhores vistas de toda a região. Além dos arredores de Cunha, é possível avistar, em dias de céu aberto, as vizinhas Paraty, Ilha Grande e Angra dos Reis. A subida até o pico exige um pouco de condicionamento físico pois, além da trilha, há uma subida íngreme de cerca de dois quilômetros.

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Parque Estadual Serra do Mar (Núcleo Cunha)

O núcleo Cunha do Parque Estadual da Serra do Mar, criado em 1977, tem 13,3 hectares de área e abriga boa parte da Mata Atlântica que tornou o município seu maior corredor preservado. Ali, além de trilhas como Arapongas, do Rio Bonito e das Cachoeiras, é possível conhecer as quedas da Laje e de Ipiranguinha e tomar um banho de água doce. O acesso ao parque é feito por meio de uma estrada de terra de 20 quilômetros.

Cachoeiras

Fora do parque também é possível visitar algumas quedas d’água em Cunha. O destaque fica por conta da Cachoeira do Mato Limpo, que fica na beira da rodovia e é um bom ponto de parada para contemplação e fotos; a do Desterro, com duas quedas com volume significativo de água e piscina natural para banho; e a do Pimenta, com quedas de até 90 metros e poço para banho. Essa última, inclusive, fica ao lado do Museu da Energia Elétrica da antiga Usina Hidrelétrica da cidade.

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As lavandas de Cunha

Quem já viu alguma imagem de Cunha, com certeza, se deparou com os seus belos campos de lavanda. A história da cidade com a planta aromática começa em 2012, quando a publicitária Fernanda Freire traz a espécie Lavandula dentata, que é a que mais se adapta ao clima e solo do Brasil, da região francesa de Provence e planta em seu sítio. De lá para cá, o destino já foi até cenário de abertura de novela graças a sua encantadora plantação em tons de roxo e lilás.

O Lavandário

Daí surgiu o Lavandário, espaço que conta com 40 mil pés de lavanda plantados, além de outras ervas aromáticas. O espaço fica florido o ano inteiro, por contar com mudas em diferentes estágios de poda, e se torna um cenário único para ensaios fotográficos e contemplação da natureza. Ali também é possível conferir o trabalho de polinização das abelhas.

Quem não abre mão de uma experiência gastronômica ainda encontra por lá uma oportunidade de provar sorvetes diferentes, que são produzidos com as plantas aromáticas do lugar. Além da lavanda, há opções de alecrim, manjericão, pimenta rosa, verbena (capim-limão), maçã com lavanda e chocolate belga com lavanda.

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Contemplário

Também focado nos campos de lavanda, o Contemplário é um espaço gratuito aberto ao público desde 2015, onde se destilam lavanda e outras plantas aromáticas e com os óleos são produzidos sabonetes, aromatizadores, velas e outros produtos disponíveis em uma loja junto ao artesanato e alimentos gourmet da região de Cunha. Ali é possível passear pela plantação, fazer um piquenique numa das mesas espalhadas pela propriedade ou tomar um café ou cerveja artesanal no café enquanto aprecia a vista panorâmica.

Campo de oliveiras

Se as lavandas já são características de Cunha, agora um novo tipo de plantação promete se destacar na cidade. É o das oliveiras. Aberto para visitação desde 2019, o Olival é o primeiro pomar de oliveiras na Serra do Mar, com 1300 mudas. Além de chamar a atenção por sua paisagem, e pela música clássica que, segundo estudos, estimula o crescimento das plantas, o lugar é ideal para viver uma experiência autêntica em um campo de oliveiras rodeado pela Mata Atlântica, com direito a espaço gastronômico que oferece almoço artesanal ou noite de pizzas e ainda comercializa produtos locais.

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A visita guiada expõe pontos interessantes sobre o universo das oliveiras e azeitonas. Os visitantes ficam sabendo, por exemplo, que são necessários 30 anos para as árvores chegarem a sua vida adulta, podendo assim ter uma produção de azeite maior, afinal, são precisos 12 quilos de azeitona para produzir um litro do produto.

Cunha é referência em excelência de cerâmica
Cunha é referência em excelência de cerâmica (Imagem: AdobeStock)

A tradicional cultura ceramista

Desde os anos 1970, ceramistas que seguem a técnica japonesa Noborigama se instalaram na cidade e a tornaram uma verdadeira referência nesta arte. Entre os mais de vinte fornos Noborigamas espalhados pelo Brasil, seis deles estão em atividade em Cunha, produzindo a excelência em cerâmica que tem caracterizado a cidade como polo nacional de arte cerâmica.

Característica da cerâmica que segue essa técnica, a queima com lenha resinosa de eucalipto reflorestado pode levar até 27 horas seguidas, com fogo de lenha grossa no esquente inicial, lenha média para levantar a temperatura na fornalha e lenha fina para atingir o ponto de fusão dos esmaltes nas câmaras. A abertura dos fornos, inclusive, costuma receber o público em alguns ateliers, como o Suenaga & Jardineiro. Outros lugares onde é possível encontrar peças exclusivas para comprar são: Casa do Oleiro e Carvalho Cerâmica.

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Azul é a cor mais quente em cunha

Ainda para quem não dispensa um roteiro de compras de arte e artesanato, há uma parada não tão conhecida na cidade, mas que vale uma visita: o Atelier Lápis-Lazuli. Comandado pela artista Ilza Ferraz, o lugar reúne peças feitas da pedra preciosa conhecida por seu tom de azul profundo. São anéis, pingentes, brincos e outros acessórios combinando a pedraria com prata 950 que rendem um belo presente!

Locais para se hospedar

  • Pousada Candeias
  • Pousada Caminho das Artes

Gastronomia de Cunha

A gastronomia de Cunha tem forte presença dos produtos da própria terra e algumas influências de fora, seja dos frutos do mar da vizinha Paraty ou mesmo de outros países, como a Itália. Portanto, um roteiro gastronômico é indicado para qualquer época do ano por lá. Graças a sua grande extensão rural, a cidade tem diversos ingredientes colhidos diretamente dos sítios e fazendas locais, tais como shitake, oliveira e lavanda, entre outros temperos, frutas e legumes.

Não à toa, esses ingredientes aparecem de forma constante nos principais restaurantes da cidade, que podem ser encontrados tanto no centrinho, quanto nas estradas nos arredores da rodovia Paulo Virgínio, que percorre os principais atrativos locais. Cunha também é conhecida por ter a maior produção de pinhão do estado, o que garante que o ingrediente típico serrano esteja presente em pratos e conservas servidos em diversos cantos.

Texto originalmente publicado na revista Qual Viagem (Edição 98, Ano 8, Abril 2022).

Fonte: IG GENTE

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Michel Blois conversa sobre vida, carreira e o mês do Orgulho LGBTQIA+

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Michel Blois
Ricardo Penna

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Ator, diretor, dramaturgo, produtor e programador. Aos 38 anos de idade e 16 de caminhada artística, Michel Blois está fazendo sua estreia na televisão em “Além da Ilusão”, da Globo. Ele é o intérprete de Leopoldo Cintra, gerente da rádio “Alô Alô Campos”, que se torna namorado de Arminda (Caroline Dallarosa) por conta de um acordo entre os dois para proteger seu amor por Plínio (Nikolas Antunes).

Natural de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, o multifacetado, que também é formado em fisioterapia, rodou este ano a série “Reunião de Pais”, que está sendo negociada com o streaming e está correndo com a pré-produção de dois seriados e um filme de sua autoria.

Com mais de 40 peças no currículo (inclusive tendo apresentado algumas na Europa e na África), foi indicado aos prêmios “Cesgranrio” e “Botequim Cultural” de melhor ator em 2017 pelo solo “Euforia”, de Julia Spadaccini. No cinema, fez parte do elenco dos longas “A Melhor Versão”, de Luiz Felipe Sá e Daniel Herz, e “Tropa de Elite”, de José Padilha.

Para falar sobre esses e outros temas, Blois, que já foi diretor artístico do Teatro Glaucio Gill em 2008 e 2009 e do Teatro Ipanema entre 2012 e 2015, topou bater um papo com o  iG Gente  e comentar um pouco mais sobre a sua boa fase.  Confira os melhores momentos na íntegra!  

Michel Blois
Ricardo Penna

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1. Como é interpretar um personagem homossexual e abordar um tópico tão necessário na época da trama (anos 40) e hoje?

Esse assunto tem de estar em pauta todo ano. Não se pode descansar, pois moramos no país que mais mata LGBTQIA+ e que ainda fala sobre cura gay e usa todas as letras dessa sigla como xingamento ou deboche. Logo, é de suma importância Leopoldo ser, junto ao Plínio (Nikolas Antunes), um casal na novela das 18h, porque o preconceito sofrido nos anos 40 não é tão diferente do que há nos dias atuais. A sociedade permanece sufocando e oprimindo a comunidade. Então não há pausa para o silêncio. Cada oportunidade é uma voz que se abre para um representar todos, embora haja o desejo de ocuparmos cada vez mais vários lugares.

2. Como tem sido a repercussão com o Leopoldo e, consecutivamente, com você?

O público o recebeu muito bem. Virou um personagem do qual querem cuidar, botar no colo, e, por isso, torcem por ele. Nas redes, só recebo carinho ou pessoas desabafando sobre suas dificuldades em lidar com a família, a sociedade e os olhares preconceituosos. E eu dou especial atenção a isso. Dedico parte do meu dia para responder e acolher todos que chegam. 

Michel Blois
Ricardo Penna

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3. Ser gay traz vantagens ou é mais difícil na hora de fazer um papel que tem similaridades com a sua história pessoal?

Só ajuda. Um heterossexual normalmente quer inserir algum trejeito, alguma voz, alguma peculiaridade que se distancie da sua personalidade. Talvez por medo ou descrença de que um gay seja muito próximo dele, do que ele é. Não entende que é só uma opção sexual. Aí decide fazer o pastiche, o estereótipo caricato e sem alma. Eu, na maioria das vezes, não me sinto representado vendo essas atuações. Na hora de criar o personagem, me importava entender seus medos, suas cicatrizes e seus desejos, sua curva dramática, suas fragilidades e potências. 

4. No  mês do Orgulho, o que você pode dizer como ator e cidadão sobre as conquistas do movimento?

Acho que ainda são mínimas, mas já são degraus que escalamos. Quanto mais amparo de lei tivermos, mais respeito e recursos teremos. A gente luta para existir, para não ser morto, para não ser agredido, para exercer nosso amor livremente, para meu beijo não ser considerado ofensivo, provocador ou pecado, e sim, simplesmente, um beijo. Precisamos ter um estado que lute por nós. 

Michel Blois
Ricardo Penna

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5. Como tem sido a experiência nos sets de filmagem da Globo?

Maravilhosa! Acho que me ampliei como artista, alarguei minha alma, minha inteligência, meu desapego, meu improviso e, de sobra, eliminei alguns medos. Fazer TV é difícil, mas muito prazeroso. 

6. Como analisa sua trajetória?

Na primeira peça que fiz, já escrevia, produzia, dirigia e atuava, ou seja, sempre gostei de fazer tudo. Chegar à televisão depois de tanto tempo de carreira só fez o trabalho ser mais pé no chão, mais concreto. Tive espaço e diálogo livre para criar, me senti inserido mesmo que nunca tivesse feito. Agora vem uma nova fase, da manutenção, permanecer na TV também é difícil. Torço para que Leopoldo seja o primeiro de muitos personagens em séries e novelas. E ainda sonho em ver meus roteiros de projetos de audiovisual produzidos. Quanto mais faço, mais me sinto realizado. 

7. Para um ator que vem do teatro, acha que fazer TV pode mudar a trajetória?

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Com certeza! Enquanto, no espetáculo, você se limita a um público de cem pessoas por dia, dependendo do espaço, menos ou mais, na televisão, seu trabalho está dentro da casa de milhões. É tão difícil e exigente quanto, porém a troca é diferente. No palco, é como se estivesse convidando pessoas para ir à minha casa; na tela, é o contrário — já estou na delas, e elas decidem se vão me tratar como “penetra” ou me convidar para ficar. Agora, em termos de percurso profissional, acredito que não altere tanto, a não ser quando seu personagem vira um fenômeno. Aí, pode dar uma guinada em tudo!

Michel Blois
Ricardo Penna

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8. Acredita que, para atores brasileiros, estar no vídeo faz a diferença na carreira?

Financeiramente, muita. No teatro, a gente divide todo o dinheiro que entra. Não há salários, e sim cachês. Não há carteira assinada, e sim acordos. Normalmente, trabalha-se como uma cooperativa. Agora, artisticamente falando, tirando os que são celebridades — que carregam fãs e multidões —, não acho que estar na televisão os coloca acima ou abaixo de algo. São caminhos diferentes, mas um ajuda o outro. Estar no palco durante tanto tempo me possibilitou ser convidado para integrar o folhetim, por exemplo. E a novela pode expandir o público que se interessa pela minha peça, mas ambos correm separados. 

9. Além de atuar, você escreve e dirige. O que espera do próximo governo em relação às artes e à cultura no Brasil?

Estamos há alguns anos sofrendo cortes no setor cultural e ultimamente perseguições, além de impugnações de editais e leis, tornando-o muito sofrido. Então, desejo, ao menos, que os pequenos e médios produtores consigam voltar aos teatros, que disponhamos de orçamento para reformar e equipar os espaços, que as verbas do audiovisual não sejam travadas e que os produtos venham para construir e alargar pensamentos e discussões. Espero que  tenhamos o Ministério da Cultura de volta, mais incentivo, diálogo e valorização de todos os campos desse catálogo, como museus, bibliotecas, música, artes plásticas, folclore e dança. 

10. E quais são seus próximos passos depois de “Além da Ilusão”?

Tenho a intenção de retornar aos palcos com meu solo “Euforia” e também produzir um projeto novo. Eu e Vera Fischer fizemos lives de leituras na pandemia, e agora gostaria de achar um texto para montarmos no teatro. Estou desenvolvendo uma série para o público juvenil com amigos roteiristas. Também pretendo voltar em breve numa novela. Enfim, só não quero pausa. Eu gosto mesmo é de trabalhar. 


Fonte: IG GENTE

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