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Como a falta de sono pode ocasionar queda de cabelo?

Privação do sono causa problemas sistêmicos de saúde e pode estar relacionada com queda de cabelo do tipo eflúvio telógeno

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GETTY IMAGES

O sono está relacionado com processos bioquímicos, fisiológicos e metabólicos importantes do organismo, descartando as toxinas e renovando os sistemas do corpo para mais um dia.

Por conta dessa ampla atuação, a privação do sono, especialmente quando continuada e intensa, pode resultar em problemas diversos à saúde, incluindo a queda de cabelo.

Consequências sistêmicas da falta de sono

É durante as horas de sono que o organismo atua simultaneamente em diversas tarefas, incluindo regulação das funções endócrinas, neurológicas e imunológicas, restauração da energia, reparação dos tecidos, incluindo pele e cabelos, consolidação da memória e produção hormonal.

A falta de sono, dessa forma, gera consequências sistêmicas no organismo, podendo prejudicar severamente a saúde do indivíduo que sofre com o problema de forma crônica. Entre as alterações estão:

  • fadiga: o mais sintomático efeito da privação de sono é a fadiga, que também pode incluir sonolência, cansaço e indisposição;

  • problemas de memória e concentração: o comprometimento das funções cognitivas está diretamente relacionado à privação de sono, que prejudica o foco, racionalização e capacidade decisória;

  • redução da imunidade: a falta de sono reduz a disponibilidade de células de defesa do organismo, prejudicando a resposta imunológica contra doenças;

  • estresse e irritabilidade: as alterações emocionais também podem decorrer da falta de sono de qualidade, podendo intensificar quadros de ansiedade e depressão, além de maior tendência à distúrbios alimentares e vícios em bebidas alcoólicas e tabaco;

  • ganho de peso: devido aos desníveis dos hormônios que controlam a saciedade, a pessoa com privação de sono pode comer mais e desenvolver tendência ao ganho de peso;

  • pressão alta: durante o período de repouso a pressão arterial diminui, de forma que a pessoa com insônia tende a apresentar aumento da pressão arterial, que está diretamente relacionado a quadros de acidente vascular cerebral;

  • Alterações hormonais: diferentes hormônios são produzidos durante a noite, como a melatonina, sendo que níveis insuficientes podem desencadear outras alterações que afetam o organismo de forma sistêmica.

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Portanto, a falta de sono – e sua influência na queda de cabelo – está relacionada a diferentes alterações no organismo, como metabólicas e bioquímicas.

Como a falta de sono pode influenciar a queda de cabelo?

Dada à complexidade dos efeitos sistêmicos da privação do sono, não é de se surpreender que ela também afete a saúde capilar – e cutânea.

Uma das formas que a falta de sono pode comprometer a saúde dos cabelos é por reduzir o período natural de reparação das células, o que ocorre durante o sono.

Mas essa não é a única relação. A falta de sono causa alterações hormonais, inclusive o aumento do hormônio cortisol, associado aos níveis de estresse.

Com uma sobrecarga do cortisol, o organismo identifica que está em risco e foca apenas nas atividades essenciais à sobrevivência, fornecendo mais nutrientes ao pulmão, coração e cérebro e reduzindo tarefas secundárias, como digestão, reprodução e sim, crescimento capilar.

A queda de cabelo resultante dos níveis aumentados de cortisol é do tipo eflúvio telógeno, onde ocorre uma aceleração da entrada dos folículos capilares na etapa de repouso e, posteriormente, de queda.

Esse tipo de queda de cabelo demora cerca de três meses para se manifestar, conforme o ciclo capilar.

Em geral, quando o evento desencadeante do eflúvio telógeno é suprimido, o crescimento e volume capilar se estabiliza dentro de seis meses.

Entretanto, quando a causa da queda de cabelo permanece, como os níveis elevados de cortisol em decorrência da privação de sono, a tendência é o agravamento do quadro.

Como cuidar dos cabelos antes de dormir?

Além do sono em si, outros cuidados no período noturno são relevantes à saúde capilar.

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Dormir com os cabelos molhados ou úmidos, por exemplo, aumenta a tendência à proliferação de fungos, o que pode agravar quadros de micose ou dermatite seborreica.

Os fios úmidos também são mais suscetíveis ao atrito, podendo causar quebra do fio ao dormir com eles assim.

O atrito também pode prejudicar a estética dos fios quando a fronha de travesseiro usada tem um tecido áspero.

Entre as dicas de cuidados noturnos com o cabelo está secar bem antes de dormir, deixá-lo solto à noite, usar fronha de um tecido suave, como algodão ou seda, e em caso de cabelos ressecados, fazer rotinas de umectação noturna.

Como melhorar a qualidade do sono?

Para evitar os diversos problemas resultantes da privação de sono é essencial adotar estratégias de higiene do sono, especialmente se sofrer de insônia crônica. Entre as recomendações estão:

  • tenha um horário regular para dormir e acordar, mesmo aos finais de semana e sem oscilações significativas entre os dias;

  • reduza a incidência de telas, ao menos, duas horas antes de dormir;

  • evite a realização de exercícios ou atividades mais intensas à noite, o que pode incluir até mesmo uma música mais agitada e jogos online;

  • diminua as luzes diretas no período noturno e prefira uma iluminação indireta;

  • beba chá de ervas ou leite morno pouco antes de deitar;

  • tome banho morno antes de ir para cama.

Essas dicas ajudam a criar uma rotina do sono mais adequada e vai ter impactos na saúde como um todo, incluindo na queda de cabelo causada pelos níveis elevados de estresse.

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Chegada do inverno aumenta risco de AVC

Conheça os sintomas e entenda porquê o socorro imediato é crucial na diminuição de sequelas permanentes

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Camila Crepaldi – UNIC

Popularmente conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral se caracteriza por alteração do fluxo sanguíneo no cérebro, o que resulta na falta de oxigênio e nutrientes.

Segundo a Organização Mundial de AVC, 70 mil brasileiros morrem de AVC todos os anos. As doenças cerebrovasculares são as que mais matam e o AVC fica atrás apenas do infarto nesse ranking, sendo a principal causa de incapacidade em adultos. rr

E por que será que a incidência de tal enfermidade é maior no frio? Médica neurologista e professora do curso de Medicina da Unic, Bianca Araldi, conta porquê nesse período é preciso estar mais atento a possíveis sintomas. “Para manter a temperatura corpórea, os vasos reduzem seu calibre para evitar a perda de calor; ação essa que aumenta a pressão arterial sistêmica. Deve-se considerar que nesse período, o consumo de água é menor então a tendência a ter uma desidratação é maior, deixando o sangue mais viscoso. Sendo assim, a somatória do sangue mais viscoso e da vasoconstrição, facilita o deslocamento de placas de gordura pelo corpo, aumentando o risco de isquemia cardíaca ou cerebral”, explica a especialista.

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Manifestado de duas maneiras – isquêmica ou hemorrágica, o AVC merece atenção quanto aos sintomas para que se identifique rapidamente, uma vez que o tratamento deve ser imediato.

No AVC isquêmico os vasos do cérebro se estreitam ou são bloqueados, o que gera interrupção do fluxo sanguíneo (isquemia). Ocorre, em geral, em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, problemas vasculares e fumantes. Os sintomas normalmente são: perda repentina da força muscular de um lado do corpo, ou da visão; dormência na face, braço ou perna de um lado do corpo; dificuldade de comunicação oral (fala arrastada) e de compreensão; tonturas; formigamento num dos lados do corpo

No AVC hemorrágico a especialista destaca que ocorre sangramento em uma parte do cérebro em consequência ao rompimento de um vaso sanguíneo. Nesse caso, deve-se ficar atento a qualquer sinal de aumento da pressão intracraniana; dor de cabeça forte e repentina acompanhada de vômitos; e déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo acidente vascular isquêmico.

A neurologista destaca que cultivar hábitos saudáveis é um caminho para driblar os riscos de AVC. “Há os chamados riscos modificáveis, que são aqueles cuja identificação, intervenção e tratamento podem evitar o primeiro evento cerebrovascular ou reduzir a recorrência. Hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e consumo exacerbado de álcool, estão na lista de agravantes”, alerta.

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Ao identificar os sintomas, o que fazer?

“A primeira informação importante é que o tempo entre os primeiros sintomas até o atendimento do paciente é crucial para evitar sequelas mais graves”, enfatiza Bianca ao orientar que a vítima seja levada imediatamente a um hospital com serviço de neurologia.

No Brasil, o atendimento nos hospitais ocorre com a realização imediata de uma tomografia computadorizada de crânio e a administração de um medicamento específico, quando indicado, para reduzir ou até evitar sequelas permanentes seguido de diversos exames. O trombolítico dado na fase inicial dos sintomas, quando indicado, apresenta boa eficácia levando a melhoria do paciente em boa parte dos casos. Atualmente a medicina já dispõe de recursos bem eficazes para enfrentar os AVCs, principalmente os isquêmicos, que representam cerca de 85% dos casos identificados nas unidades de saúde.

 

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